É o dinheiro de base, antes de juros e rendimentos. Num empréstimo, é a quantia que ainda deves. Num investimento, é o que lá puseste. Numa empresa, são os recursos dos sócios, divididos em ações ou quotas.
Exemplo:Num crédito habitação, a parte da prestação que abate ao capital reduz a dívida; a outra parte são juros.
Valor de mercado de uma empresa cotada: cotação da ação multiplicada pelo número de ações em circulação.
Exemplo:Com 100 milhões de ações a 5 euros, a capitalização bolsista é de 500 milhões de euros.
Acontece quando os juros que já venceram são somados ao capital e passam, eles próprios, a render juros. É o que faz o juro composto funcionar. Também pode agravar uma dívida, porque os juros por pagar começam a gerar mais juros.
Exemplo:Numa conta-poupança com capitalização anual, no fim do ano os juros entram para o saldo e rendem no ano seguinte.
Peso total dos impostos e das contribuições sociais obrigatórias na riqueza que o país produz num ano. Mede-se em percentagem do PIB.
Exemplo:Se a carga fiscal for de 36% do PIB, mais de um terço de tudo o que a economia produz vai para o Estado, através de IRS, IVA, IRC e contribuições para a Segurança Social.
Meio de pagamento que usa uma linha de crédito do banco. O custo depende da parte do saldo que pagas e das condições contratadas.
Exemplo:Gastas 1.000 euros com o cartão e pagas só uma parte na data prevista. O saldo restante pode gerar juros.
Levantamento ou transferência de dinheiro com o crédito do cartão. Costuma ser uma das formas de crédito mais caras.
Exemplo:Levantas 200 euros com o cartão de crédito. Podes pagar comissão pela operação, e os juros dependem das regras do cartão e do momento em que liquidares o saldo.
Central de Responsabilidades de Crédito (CRC)
Base de dados do Banco de Portugal onde ficam registados os créditos que tens e o histórico de pagamentos. Os bancos consultam-na antes de decidirem se te emprestam dinheiro.
Exemplo:Tens um cartão de crédito com prestações em atraso? Isso aparece na CRC e pode fazer com que o banco recuse o teu pedido de crédito à habitação. Podes pedir o teu mapa de responsabilidades ao Banco de Portugal.
Produto de poupança do Estado destinado apenas a pessoas singulares, com taxa variável indexada à Euribor a três meses. A primeira série (Série A) foi lançada a 30 de dezembro de 1960 e cancelada a sua subscrição em julho de 1986, existindo ainda certificados desta Série que permanecem “vivos”, ou seja, não foram resgatados. A Série F, que se encontra atualmente em comercialização, a remuneração soma uma taxa base, limitada a uma taxa entre 0% e 2,5%, a que é somado um prémio após o segundo ano, que aumenta com o tempo de detenção e que vai dos 0,25 aos 1,75 pontos percentuais. Os juros capitalizam trimestralmente e o prazo é de 15 anos. Tem um mínimo de subscrição de 100 euros por conta e máximo de 250 mil euros. O reembolso antecipado é permitido a partir do primeiro vencimento de juros.
Exemplo:Se aplicares 1.000 euros na Série F e a taxa base do trimestre for 2,50%, recebes essa taxa no 1.º ano. Do 2.º ao 5.º ano, a taxa bruta passa a incluir mais 0,25 pontos percentuais, enquanto a taxa base se mantiver nesse valor.
Produto de poupança emitido pela República Portuguesa, dirigida aos pequenos aforradores, com taxa de juro fixa e capital garantido pelo Estado. A Série 5, em comercialização desde julho de 2026, tem um prazo de vida de 10 anos, exige a subscrição mínima de 1.000 euros e máxima de 1 milhão de euros. Os juros são pagos anualmente e as taxas brutas sobem de 2,35% no primeiro ano para 3,35% no último, o que dá uma média de 2,71%. O resgate antecipado só é possível após o primeiro ano e implica a perda dos juros do período em curso.
Exemplo:Se aplicares 10.000 euros na Série 5, a taxa bruta é de 2,35% no 1.º ano, 2,45% no 2.º e 3.º anos e sobe por etapas até 3,35% no 10.º ano. Os juros são pagos todos os anos e não se somam ao capital.
Remuneração cobrada pela gestão de um fundo. É só uma das parcelas dos encargos totais.
Exemplo:Uma comissão de gestão de 0,20% equivale a 2 euros por ano por cada 1.000 euros investidos. Podem existir outros custos.
Intermediário financeiro através do qual dás ordens de compra e venda de instrumentos financeiros. Os serviços e os custos variam de uma para outra.
Exemplo:Vais abrir conta para comprar ETF? Compara comissões de negociação, câmbio e custódia, porque nem todas cobram o mesmo.
Empréstimo para comprar, construir ou fazer obras em casa, normalmente garantido por hipoteca sobre o imóvel. As condições constam do contrato e da FINE.
Exemplo:Tens duas propostas de 180.000 euros? Compara prazo, prestação, TAEG, MTIC e seguros exigidos na FINE antes de escolheres.
É o empréstimo que pedes para gastos do dia a dia ou compras pessoais, como um carro, férias, eletrodomésticos ou obras pequenas. Normalmente não tem a casa como garantia. Tem regras próprias e tetos máximos de TAEG, por isso compensa comparar propostas antes de assinar.
Exemplo:Um crédito pessoal de 5.000 € a pagar em 36 meses é uma operação típica de crédito ao consumo.
Preço médio pago pelas unidades de um ativo, tendo em conta todas as compras feitas e, se aplicável, os custos associados.
Exemplo:Compras uma unidade a 10 euros e outra a 20 euros. Antes de comissões, o custo médio é de 15 euros por unidade.
É o serviço de guardar e gerir os teus títulos, como ações, obrigações ou unidades de fundos. A entidade custodiante regista as posições e trata de dividendos e juros. Pode cobrar uma comissão anual, que convém somar ao custo do investimento.
Exemplo:Uma corretora cobra uma comissão anual de custódia para manter as ações em nome do cliente.